Sabemos que sedução não tem nada haver com beleza, e sim, é um jogo psicológico, qualquer uma de nós, pode ser mestre nisso!  Mas para isso, precisamos saber e entender como tudo isso começou.

Milhares de anos atrás, o poder era conquistado principalmente pela violência física e mantido pela força bruta. Quase não havia necessidade de sutilezas – o rei ou imperador tinha de ser impiedoso. Só uns poucos escolhidos tinham o poder, mas ninguém sofria mais com isso do que as mulheres. Elas não tinham como competir, não tinham armas para forçar os homens a fazer o que elas queriam – politicamente, socialmente e nem mesmo em casa.

Claro que os homens tinham um ponto fraco: o seu insaciável desejo de sexo. A mulher sempre podia jogar com este desejo, mas no momento em que ela cedia ao sexo o homem assumia de novo o controle: e, se ela negasse sexo, ele simplesmente ia procurar em outro lugar – ou o tomava a força, (O filme A Outra retrata bem o que estou dizendo!). De que adiantava um poder tão temporário e frágil? Mas as mulheres não tinham outra escolha a não ser submeter-se a esta situação. Existiram algumas entretanto, com uma fome de poder muito grande, e que, com o passar dos anos, usando de muita esperteza e criatividade, inventaram um meio de inverter a dinâmica, criando uma forma mais permanente e eficaz de poder.

 

Estas mulheres – entre elas, Betsabá, do Velho Testamento; Helena de Tróia; a sereia chinesa Hsi; e a maior de todas, Cleópatra – inventaram a sedução. Primeiro elas atraíam o homem com sua aparência fascinante, pintando o rosto e se enfeitando de modo a parecerem verdadeiras deusas…Ao deixarem entrever apenas um pedacinho da carne, elas excitavam a imaginação do homem, estimulando o desejo não só de sexo, mas de algo muito maior: a possibilidade de uma figura da fantasia. Depois de despertarem o interesse das vítimas estas mulheres as faziam esquecer o mundo masculino de guerras e política, e passar algumas horas no mundo feminino – um mundo de luxúria, espetáculos e prazeres. Os homens eram fisgados por estes prazeres refinados, sensuais – eles se apaixonavam. Mas aí, invariavelmente, as mulheres se mostravam frias, indiferentes, confundindo suas vítimas. Logo quando os homens mais queriam, esses prazeres eram negados. Eles eram obrigados a perseguir, a tentar de qualquer coisa para reconquistar os favores dos quais já haviam provado e, nesse processo, iam ficando mais fracos e emotivos. Homens que tiveram força física e todo o poder social – homens como o rei Davi, o troiano Páris, Júlio César, Marco Antônio, o rei Fu Chai – se viram escravos de uma mulher.

 

Este é apenas o começo, vamos desvendar os mistérios e estratégias de todas elas…

beijo!

@confrariabatom